Executivos multitarefas surgem como solução para aumentar a produtividade (Foto: Oliver Eltinger/Corbis)

De cada 100 profissionais, 30 são considerados “talentos pobres” pelos executivos número um da área de RH de 40 empresas, de segmentos variados, como indústria, serviços e tecnologia da informação. Os outros 70% são vistos como “bons”. O levantamento foi feito pela consultoria de transição de carreira LHH no Brasil. Segundo Silvana Mello, diretora de talentos, liderança e engajamento na companhia, esses resultados exigem atenção. “Há um gap importante quando falamos sobre o futuro dos negócios e os talentos que serão necessários para suprir as necessidades desse futuro.” O 70% bons também deixam a desejar. “Observe que eles não são excelentes, apenas bons. Isso também é significativo.”

Silvana comparou a pesquisa da LHH a estudos americanos. Concluiu que o despreparo de sucessores dentro das empresas não é uma realidade apenas brasileira. “Nos Estados Unidos, nos deparamos com mais ou menos o mesmo resultado.”

Para ela, a principal responsabilidade da empresa para aumentar o número de altos potenciais é, em primeiro lugar, entender que tipo de talentos são necessários para o negócio. Em seguida, é preciso mapear os funcionários com essas características. Feito isso, é hora de buscar esses talentos. “Durante as entrevistas, é importante perceber se os candidatos têm aderência ao negócio, pensando no longo prazo. O quanto o propósito do indivíduo tem a ver com o propósito da empresa?”. Uma vez contratado, os gestores deverão criar oportunidades e métodos para desenvolver os potenciais. Segundo Silvana, as empresas estão atentas ao tema. “Existe essa preocupação sobre quem são os talentos e como eles são desenvolvidos.”

O grupo entrevistado pela LHH Brasil entende que o maior desafio na gestão de talentos é desenvolver os gaps (68%), (13%) engajar e (10%) manter, (6%) contratar e 3% outras. Isso significa que temos um cenário de dificuldades em desenvolver o talento e ao mesmo tempo entender como manter e engajá-lo no propósito das organizações. Este parece ser um consenso. Se ampliarmos o olhar para um mundo globalizado, cada vez mais virtual, atuando de maneira crescente com os MOOCs (Massive Open on line Courses) podemos constatar uma maior complexidade em termos de distribuição geográfica destes talentos, uma vez que muitos países populosos como Índia, China, Brasil estão se desenvolvendo exponencialmente.

Os profissionais, por sua vez, também têm uma parcela relevante de responsabilidade nesse processo. “Hoje em dia, cada vez mais, somos levados a nos preocupar com a própria carreira”, diz a consultora. “As pessoas escolhem para onde vão, em que área querem atuar.” Silvana incentiva essa tendência. “Especialmente os jovens devem se questionar: qual sua missão? Qual seu propósito? Quais seus motivadores reais? Então, devem procurar empresas que tenham culturas e apelos adequados aos seus interesses.”

O caminho para facilitar que cada pessoa identifique um emprego compatível com seus valores, é, segundo Silvana, desenvolver o autoconhecimento. “Quanto mais conhecer sobre suas habilidades, seus interesses de carreira e seus talentos, mais fácil será o trabalho”, afirma ela.

Anúncios

Sobre Blog Top Rankings

A Newsletter Top Rankings é construída através de dinâmicas colaborativas entre os consultores da DOM Strategy Partners, jornalistas do Grupo Padrão e internautas da Web. Contribua com sua percepção!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s